30 de junho de 2015

Slingando Recém Nascidos - Nova Web Série da Sampa Sling

É com muito orgulho que anunciamos o primeiro capítulo da Web Série Slingando Recém Nascidos!

"A ideia é capturar os detalhes do desenvolvimento de um bebê desde os primeiros dias, e como cada carregador e amarração pode ser mais adequado para a prática do Slingar" - comentou a Rosângela Alves, a mãe da Sampa Sling, que além de empresária da marca é consultora em carregadores de pano e vem trazendo o costume ancestral de carregar bebês no colo para dentro da realidade de cada vez mais famílias.

Julia, a personagem principal da série, é sobrinha da Rosângela, e nesse vídeo está com 15 dias. No primeiro capítulo, a Rosângela fala um pouco das aflições de se colocar um recém nascido no sling e mostra duas posições práticas e seguras para bebês dessa fase no modelo de carregador mais versátil que existe: o Sling de Argolas!



No próximo episódio, você verá como a Julia ficou dentro do Sampa Wrap!

23 de junho de 2015

Os 4 Maiores Mitos do Sono desmistificados!

"Ele é um bebê bonzinho?"

Texto original de Belly Belly
Em tradução livre pela Sampa Sling

Esta deve ser a pergunta mais frequentemente feita aos pais de bebês novinhos....
A crença popular de que "bebês bonzinhos'' dormem bem e ''bebês difíceis'' não dormem bem está firmemente arraigada na cultura ocidental. Tão grande é a pressão para provar que nós e nossos bebês estamos fazendo a coisa certa, que um terço dos pais admite ter mentido sobre os hábitos de sono dos seus bebês. Então - vamos cair na real sobre bebês e sono. O que é normal, afinal? Aqui estão quatro mitos do sono do bebê que foram respondidas com verdades, na esperança de que eles vão lhe trazer mais paz de espírito:


Robert Schiffe, New Baby


Mito do Sono #1: Na minha época ... (Insira um conselho desatualizado aqui)

Em 1957, uma pesquisa sugeriu que 70% dos bebês começou a dormir durante a noite aos três meses de idade. Você provavelmente já ouviu isso por muitas gerações passadas de mães, vovós, profissionais de saúde e outras pessoas que passaram essa informação como fato por quase 60 anos. Mas aqui está o que deixaram de fora sobre o mito do sono do bebê:
  • Dormir durante a noite foi definida como ''não perturbar os pais da meia noite ás 5 da manhã". 
  • Embora 30% dos bebês não estivessem 'dormindo bem' aos 3 meses, a informação foi mal interpretada ao sugerir que todos os bebês eram capazes disso e, portanto, deveriam estar fazendo isso. 
  • Embora os bebês foram relatados como estarem 'dormindo bem aos 3 meses', metade deles voltaram a acordar novamente 
  • Na época do estudo, a maioria dos bebês foram alimentados com fórmula, suplementado com cereal de arroz e outros sólidos muito mais cedo e dormiam em um quarto separado dos pais. Nós sabemos agora que estas coisas aumentam o risco de morte súbita.

Mary Cassat, Mãe Amamentando

Mito do Sono #2: Seu bebê precisa aprender a dormir sozinho

Dr James McKenna chama de "bebês idade da pedra em um mundo era espacial". Apesar do grande avanço da ciência e da tecnologia na história moderna, nossos corpos - e os dos nossos bebês - permanecem inalterados.

Os bebês são projetados para se sentirem seguros próximos a sua mãe, dia e noite, perto de seu corpo. Predadores, meio ambiente e outros fatores tornam o mundo um lugar inseguro para uma criança desprotegida. Hoje, tanto quanto no passado, bebês em todo o mundo se sentem mais seguros para dormir ao lado de sua mãe. Compartilhar uma superfície de sono (de cama compartilhada) ou dentro de do alcance dos braços (co-sleeping) ainda são as formas naturais para mães e bebês passarem a noite.

Aqueles que dizem que a cama compartilhada (ou o co-sleeping) é perigosa, precisam perceber que não importa onde um bebê dorme, há práticas inseguras a evitar. Existem também orientações de segurança para evitar acidentes e danos.

Quando olhamos para a amamentação como uma forma natural para os bebês se alimentarem, podemos também olhar para os seus padrões de sono como a maneira normal de dormir. Pesquisas mostram claramente uma ligação entre a cama compartilhada e a amamentação bem sucedida. No Reino Unido, 70-80% das mães que amamentam também compartilham a cama com o bebê.

Professor James J. McKenna descobriu que bebês com idade entre 11-15 semanas que dormem dentro alcance de sua mãe, são amamentados duas vezes mais que os bebês em seu próprio berço. Ao invés de ver isso como um lado negativo de amamentação ou co-sleeping, podemos ver que um compartilhamento de cama com segurança, pode ajudar as mães a atender seus objetivos de amamentação e permitir que os bebês estabeleçam e mantenham a produção de leite.


Maurice Denis, Bernadete e sua Mãe


Mito do Sono # 3: Seu bebê já deveria estar dormindo a noite toda! Acordar durante a noite continua durante todo o primeiro ano - e além.

Uma nova pesquisa do Reino Unido mostra claramente que 78% dos bebês entre 6 - 12 meses ainda regularmente acorda pelo menos uma vez no meio da noite, sendo que 61% necessitam de pelo menos uma mamada durante a noite. Dra. Amy Brown, diretora de programa para o mestrado ''Child Public Health'' que liderou o estudo, disse: "Os resultados são muito interessantes pois eles ... desafiam a idéia de que os bebês devem dormir durante a noite, logo em algumas semanas."  Você não está fazendo nada de errado se seu bebê continua a acordar à noite para se alimentar no segundo ano - na verdade, seu bebê é normal.



Christian Krogg, Mãe dormindo


Mito do Sono # 4: Alimentos sólidos e / ou fórmula vão corrigir problemas de sono do seu bebê

O estudo também derrubou o mito de que sólidos na alimentação ou complementação com fórmula ajudam o bebê a dormir à noite. Na verdade, os pesquisadores descobriram que os bebês alimentados com sólidos e leite durante o dia ainda tinham a mesma probabilidade de acordar à noite, mas menor probabilidade de serem alimentados.

Alimentar o bebê em excesso durante o dia, em um esforço para fazê-lo acordar menos à noite não funciona. Há muitas razões pelas quais bebês acordam à noite, a fome é apenas um. Incentivar os bebês a comer mais do que eles precisam só pode torná-los desconfortavelmente cheios e pode aumentar a obesidade na vida adulta.


Ao invés de manter o mito de que acordar durante a noite é um problema a curto prazo para ser resolvido o mais rapidamente possível, precisamos apoiar e preparar melhor os pais para entenderem que os bebês e as crianças pequenas precisam dos pais durante o dia E durante a noite. Ao criar uma cultura onde os pais escondem a verdade por medo de julgamento, nós perpetuamos esse mito e limitamos o apoio prático disponível para ajudá-los a lidar com isso.



16 de junho de 2015

Pernas para dentro, pernas para fora: sobre slingar recém nascidos

Uma das formas mais divulgadas de amarrar um recém nascido no sling, é a posição sapinho. Essa que você vê na foto:



Na posição sapinho, o bebê está como ficava no útero. Enrolado em posição fetal, a coluna está arqueada e as pernas estão naturalmente posicionadas em "M", ou seja, com seus joelhos na altura do quadril e pernas posicionadas lateralmente. A posição das pernas do bebê é extremamente importante não apenas para a segurança da amarração - pois dessa forma o carregador está travado abaixo do corpo, não permitindo que o bebê passe por ele e se acidente - como também para o desenvolvimento anatômico das pernas, coluna e quadril. A cabeça do bebê está para fora do pano, normalmente apoiada nos braços e mãos que o próprio bebê posiciona, como fazia na barriga.


A amarração em posição sapinho também acontece em outros modelos de carregador, como o de argola. E naturalmente não ocorre nos modelos estruturados, como o mei tai e as mochilas, sabidamente indicados apenas para bebês que sentam. Muito embora, indústrias de carregadores estruturadas como a Ergo Baby, ofereçam acessórios para seu uso com bebês recém nascidos, garantindo que eles não fiquem sentados nos carregadores, e favorecendo a posição "M" das pernas. 






Porém, há alguns anos, consultoras de carregadores e coletivos que estudam o assunto vem recomendando uma forma de amarração que coloca as perninhas do bebê, mesmo recém nascido, para fora, criando um assento com o tecido e promovendo uma abertura maior das pernas do que aquela que vemos no sapinho, além de fixar o ponto de tensão do pano nas dobra do joelho, coisa que não acontece no sapinho.

Ainda que as duas posições lembrem o formato da perninha do sapo e ambas tenham a premissa básica de que os joelhos do bebê estão na altura do quadril e sua anatomia natural é respeitada, no mundo do babywearing essa segunda posição foi batizada de posição cócoras. Como você vê na foto:




Colocando as coisas no contexto do Brasil


Estamos traduzindo livremente as nomenclaturas originais, do inglês. Mais adiante no texto você verá que a suposta polêmica entre amarrar as pernas do bebê para dentro ou para fora está também centrada em questões semânticas. No inglês, "froggied leg" está traduzido nesse texto para "sapinho". E a posição "cócoras" vem de "squatting straddle position", que literalmente significa "posição em cócoras arreganhadas". Os textos em inglês ainda usam uma terceira terminologia "spread squat" que em livre tradução seria "agachamento aberto" e potencialmente se refere ao "M position of the legs" ou "posição M das pernas" > que se aplica ao sapinho e ao cócoras, igualmente, nitidamente.

O babywearing é ainda incipiente no Brasil dito civilizado, a instauração da prática de levar o próprio filho no colo é coisa da última década, muito embora nossos habitantes originais nunca tenham abandonado a cultura milenar de carregar as crias, mais comumente em tipóias, à despeito do que institucionalizam as pesquisas e manuais técnicos sobre o tema. Isso para confirmar que estamos de frente a dados europeus, australianos e norte americanos, que felizemente (ou nem sempre) se apoiam na ciência e na tecnologia para teorizar sobre as coisas mais intuitivas da vida. Como colo.



Nesse prisma, algumas correntes do babywearing, apoiadas nas pesquisas das instituições do exterior que estudam a displasia de quadril, tem insistido enfaticamente que a posição sapinho seria prejudicial, e até mesmo proibida, para slingar um bebê. Como é tendência na europa, temos visto muitas consultoras em busca de espaço em um supostamente restrito nicho de mercado, praticando o babywearing tecnocrata: aquele que se apoia exclusivamente no livro de regras da ciência para dizer às mães como é o jeito certo de levar seus filhos no colo.

Claro está que existem normas de segurança para carregar um bebê. Mesmo sem nenhum carregador, alguém que leva um bebê no colo, intuitivamente opera sob princípios básicos de segurança. Apoiamos suas cabeças e alertamos os menos experientes quando vão pegá-los para que façam o mesmo. Sentimos seu equilíbrio e ajeitamos os filhos sobre as ancas. Nos cansamos e mudamos de lado. Eles se cansam, e deitam para mamar. Sem nenhum modelo de carregador, mães e bebês se entendem no colo. 




O tempo atua sobre nossos corpos e de nossos filhos. Estruturados, naturalmente suas pernas se encaixam nas mães. Que se slingando, vão descobrindo novas formas de dividir o peso, equilibrar as tensões e continuar suas práticas de afeto e rotina.

Tudo isso para dizer que defendemos que Slingar, assim como carregar no colo, é uma atividade dinâmica, simbiótica e também intuitiva. E não um conjunto de regras de segurança normativa que contemplam apenas o que as pesquisas dos institutos de displasia do quadril revelam. Mesmo assim, na intenção de aprender sempre, e melhorar as práticas de nossas consultorias, fomos pesquisar os pontos científicos que estão relacionados ao debate das "pernas para dentro ou para fora"

O que é importante saber sobre o debate


"Eu também pude ajudar" é o nome do livro do cirurgião ortopédico alemão, Ewald Feitweiss, que conta sua trajetória em descobrir tratamentos para a displasia de quadril. Seguidor de um outro cirurgião, Dr. Lorenz, autor de "Eu pude ajudar", outro título também sobre displasia, Dr. Feitweiss foi bem sucedido em proporcionar que as crianças que tem displasia de quadril pudessem ser tratadas fora do hospital. Feitweiss aprimorou o tipo de imobilização praticado por Lorenz. A imobilização de Lorenz (1898), conhecida como "froggied legs" - ou perninha de sapo - obteve menos sucesso para tratamento da displasia de quadril do que a evolução de Feitweiss (1968), conhecida por "squatting"- ou cócoras - que além de maiores taxas de sucesso para o tratamento da displasia de quadril, é mais tolerável para as crianças portadoras da doença, que precisavam ficar imobilizadas por 8 semanas ou mais.

Logo, a preferência pela posição cócoras que é cientificamente respaldada está relacionada à imobilização do bebê para tratamento de displasia de quadril, e não sugere que o bebê carregado em um sling na posição sapinho, que leva o mesmo nome da imobilização de Lorenz, mas não atua na mesma finalidade, corre riscos de saúde, de acordo com Dr. Feitweiss.

"O ser humano é fisiologicamente prematuro no nascimento. O esqueleto de um recém nascido é majoritariamente cartilaginoso. A posição "squatting spread" (cócoras abertas) é mais favorável. Uma pista disso é, por exemplo, as populações onde bebês são carregados em um wrap, amarrados à mãe. Os índices de displasia de quadril nessas populações é perto de zero. Quando as crianças estão no wrap, suas pernas estão à 90º para cima da articulação do quadril ou mais, e moderadamente abertas, evitando que a perna seja esticada para baixo. Portanto, os músculos pivotantes empurram a articulação circular do quadril, criando pressão hidrostática, que suporta o desenvolvimento ósseo correto da região." Dr. Feitweiss

Assim, a posição natural das pernas do recém nascido precisa ser respeitada, e qualquer posição de amarração dentro de um carregador que force suas articulações - seja no excesso de abertura da posição "M" ou no estiramento das pernas do bebê (caso de um posicionamento deitado, que ocorre também comumente em técnicas mais antigas do conhecido "charuto") - está relacionada ao aumento dos índices de displasia do quadril.





Percebemos que os apontamentos que acendem a discussão "pernas para dentro X pernas para fora" são baseadas em práticas de amarração de diversas organizações, fabricantes de carregadores e mães ao redor do mundo interessados em aprofundar-se nas posições ideais para o carregamento de bebês. Você encontrará informações diretivas sobre a o favorecimento das pernas para fora em iniciativas como:


E encontrará também informações diretivas que pontuam apenas da necessidade de respeitar a maturação fisiológica da coluna (formato "C") - com leve inclinação em qualquer posição de amarração, favorecendo inclusive carregamentos horizontais.


Encontrará ainda, informações que suportam o uso da posição "sapinho" das pernas para todos os bebês que não tem amplitude o suficiente para o "cócoras" aberto, bem como informações que ignoram a complicação semântica entre sapinho e cócoras, considerando ambas posições como "formato M" e adequadas do ponto de visto de maturação da coluna, para além das complicações da displasia de quadril.



Mas não encontrará nenhum artigo científico que corrobore a proibição das amarrações em "sapinho" ou pernas para dentro. E por favor, se encontrar, entre em contato conosco para dividir seus achados!

As outras justificativas para a "proibição" da posição sapinho não são baseadas em termos científicos, e sim em experiências pessoais ou abordagens generalizantes como "bebês se sentem melhor nessa posição".

É preciso frisar que é sabido que alguns bebês não ficarão confortáveis em algumas posições. É sabido que não é possível usar o "pernas para fora" como uma regra geral para todos os bebês. É sabido que um adulto slingando dificilmente passa várias horas com seu bebê amarrado na mesma posição. É sabido ainda que várias outras posições consideradas sub-ótimas (como por exemplo a posição lateral, com o bebê levemente deitado no tecido) também são praticadas durante a vida do bebê de colo, ainda que as pesquisas (dessa vez não dos interessados em displasia de quadril, mas sim nos interessados em sufocamentos de infantes) também "proibam" essas amarrações. É sabido que o investimento em conexão, observação e troca entre bebê e adulto que o carrega é um potente preventivo de qualquer suposto malefício que o trato diário possa causar.




É imprescindível pontuar que a opção pelo uso do carregador como prática de fortalecimento de vínculo, calmaria do binômio mãe e bebê, facilitação da rotina entre tantas outras vantagens precisa contemplar os estados físicos, emocionais e condições práticas de cada dupla, individualmente.

Reiteramos que o investimento em práticas de amarração - que a mãe ou pai podem desenvolver à partir de suas livres iniciativas, através de vídeos na internet, trocas com outros pais slingueiros ou apoio em consultorias especializadas - é extremamente positivo para slingar um bebê. Para além de ler os livros sobre isso e estudar as pesquisas, praticar o babywearing é uma das melhores formas de atingir os melhores resultados em amarração. Pratique, pratique, use, amarre, desamarre, faça de novo. 

Insistimos ainda que as regras básicas (que são intuitivas até sem os carregadores) de manter o rosto do bebê em constante visualização, apoiar coluna e pescoço com o tecido respeitando o forma natural da anatomia do bebê, e observar os sinais da dupla - tanto adulto quanto bebê devem estar confortáveis e seguros - são atitudes poderosas.

A academia e as pesquisas, muito embora bem-vindas em muitas situações da vida materna e dos quesitos da saúde dos bebês, podem gerar confusões desnecessárias e desgastantes, culpabilizando mães de forma leviana. O carregamento de bebês no colo pode e deve obedecer quesitos de segurança. Mas não pode ser encarado, assim como aconteceu com o parto e a amamentação, como uma atividade dependente da comunidade médica.

Seguimos nos informando e repartindo conhecimento sobre os facilitadores de colo, reiterando que nossa missão para além de vender slings é promover o contato afetivo entre os cuidadores e seus bebês à partir do colo. 

Um abraço

Sampa Sling


8 de junho de 2015

O Sling e a Depressão Pós-Parto

Texto original de Scary Mommy
Em tradução livre pela Sampa Sling

Eu sou uma grande defensora das crianças. Fui babá, cuidadora, olhei bebês brincando, brinquei com eles, entreti e amei bebês de todas as idades. As crianças falam ao meu coração. E em 16 de fevereiro de 2013, foi-me dado o maior presente de todos .. meu próprio bebê. Meu próprio amorzinho! Mas eu nunca esperava que fosse acontecer do jeito que aconteceu.

Quando minha filha nasceu, eu tive um parto traumático, e ela estava na Unidade de Tratamento Intensivo. Passamos as primeiras 16 horas de sua vida separadas. Assim que estávamos juntas, eu estava pronta para sentir o amor, a alegria, a explosão de emoção. Eu estava antecipando esse momento. Eu tinha sonhado com isso .. Mas, em seguida, eles colocaram a minha menina em meus braços .. e embora eu estivesse aproveitando .. esses sentimentos nunca vieram.



Eu desconsiderei isso e fomos para casa. Depois de vários dias em branco, a escuridão veio. Houve muitas lágrimas, muita tristeza, mas eu sempre ouvia "É normal. É o baby blues. Você vai ficar bem em breve."

Era uma quinta-feira. Eu mal tinha cuidado do meu recém-nascido. Eu não pude. Tocá-la, sabendo que minha eu interior quebrada e incapaz estava no comando dessa coisa indefesa .. que eu tinha que satisfazer suas necessidades e que eu era responsável por sua segurança ... isso me quebrou. Eu não sei como, porquê ou onde a quebra aconteceu naquele momento. Eu ainda não sei. Eu tirava leite, eu amamentava quando eu conseguia tolerar, e me sentava no canto da sala, chorando, enquanto meu incrível marido cuidava da nossa filha.

Naquela quinta-feira, eu me abri. Eu disse ao meu marido que eu estava pensando. Eu não queria essa vida. Se esta foi a minha única opção, eu não queria estar aqui. Eu queria morrer, e eu descobri como eu faria isso. Recitei, em detalhes, a forma com que eu acabaria com a minha vida. Eu assisti a cor do rosto de meu marido sumir. Ele imediatamente conseguiu alguém para cuidar de nossa filha e me levou para o consultório médico. Meu peso. Minha altura. Minha pressão arterial. Uma pesquisa. Eu preenchi o formulário, respondi claramente, sem rodeios, e disse-lhes as coisas que eu tinha considerado. Não, eu não queria ferir meu bebê. Não, eu não tinha ferido o meu bebê. Não, eu não tinha me machucado. Sim, eu provavelmente iria me machucar. Eu deitei na mesa de exame em posição fetal. Minha parteira entrou e chorou comigo. Ela me abraçou, acariciou meu cabelo e me diagnosticou com depressão pós-parto.

As semanas seguintes foram um turbilhão de lágrimas, eu tinha os mesmos sentimentos por mim, lutando contra a voz que me dizia que eu não queria viver. Medicamentos. Médicos. Lágrimas. Lava, enxagua, repete. Após duas semanas, eu estava finalmente no controle de mim mesma, tanto quanto ainda temendo a auto-mutilação. Esses pensamentos ainda estavam lá, mas eles eram apenas pensamentos. Eu ainda lutava para estar no mesmo quarto que a minha filha. Eu acariciava seu cabelo macio, ou suas bochechas rechonchudas, beijava sua cabeça e era bombardeada com um sentimento de falha que me tirava o fôlego. Não existe inferno mais fresco como estar emocionalmente indisponível para amar o seu próprio filho, então eu comecei pesquisando formas de vínculo com uma criança que você não podia tocar.

Que coisa estranha para pesquisar. Mas isso é o que eu encontrei: Babywearing.

A arte de séculos de idade. Algo que é natural e inata de uma mãe, de querer estar perto de seus filhotes. Mulheres de todo o mundo slingam os seus bebês. Diferentes maneiras, por diferentes razões, mas o mesmo belo resultado - um bebê que é seguro, apegado a mãe, e consciente. Um bebê que experimenta a vida e é ensinado que eles são importantes e as suas necessidades serão satisfeitas, ao mesmo tempo que aprendem que o mundo acontece em volta e, apesar deles, não só para eles. Uma coisa linda. Uma ferramenta para realizar coisas, para ensinar, para amar, para nutrir. E, em alguns casos, para curar. Salvar.

Eu li, li, li. Enchi minha mente com o conhecimento. E com o meu marido perto do meu lado para me salvar quando tudo era demais para mim, eu pegava o sling eu tinha ganhado e praticava usando-o com meu gato.

Quando minha filha tinha três semanas de idade, eu a coloquei no sling pela primeira vez. E foi surpreendentemente estranho. Meu corpo inteiro estava elétrico em tocar essa pequena pessoa, mas eu ainda tinha as minhas mãos para me sentir "livre". E pela primeira vez, enquanto eu segurava esta pequena pessoa sem segurar-la, ela se aconchegou em mim e adormeceu. Embora eu tivesse recuperando o controle de mim mesma, este foi o primeiro sinal de progresso que *eu* senti. Esperança. Um pequeno, minúsculo, muito fraco, mas definitivamente vivo, pingo de esperança. Uma luz no fim do meu túnel completamente escuro.


Pela maior quantidade de tempo possível, quantas muitas vezes por dia eu conseguisse, eu slingava cuidadosamente a minha menina, e fazia minhas coisas. Quando eu ficava mal, meu marido viria em meu socorro, ele fazia os cuidados básicos que eu ainda não era capaz de fazer. Mas todos os dias, cada vez que eu pegava aquele pano e o amarrava em mim, toda vez que meu bebê doce suspirou e se aconchegou em mim, feliz por estar perto de mim, aquele pouco pingo de esperança cresceu e se expandiu. O sling estava preenchendo o vazio. Eu ocupei minha mente e me distraí enquanto meu corpo tinha o que estava almejando, e deixei este artigo de pano criar uma ponte entre a minha mente e meu coração quebrado. Entre a minha antiga vida e meu novo eu. Entre o meu doce bebê, e meu desesperado ser.

Eu comprei o meu primeiro sling no primeiro dia em que eu era capaz de fornecer cuidados para a minha filha. Foi uma recompensa para mim. A recompensa, um lembrete. Meu ''Kokadi Teo Stars'' foi uma bela etapa, e para mim, pode muito bem ter sido uma medalha de ouro olímpica. Ele começou uma nova obsessão e ajudou a desenvolver e aperfeiçoar essa ponte .. a ponte entre a minha mente agora bem menos quebrada, e meu coração. As vidas que eu estava agora fundindo em uma bela harmonia. Quatro semanas se passaram desde que eu amarrei meu bebezinho no meu peito e não entrei em pânico. Enquanto eu cuidadosamente (embora de forma descuidada) envolvia o meu bebê nesse novo sling, ela olhou para mim e sorriu.

Aquele sorriso. O fio de esperança que soprou no túnel aberto. Esse sling, aquele sorriso, aquele momento. A minha filha tinha 7 semanas de idade no dia em que me tornei mãe. Tudo graças ao babywearing. Para alguns, é conveniência. Para alguns, é sanidade. Para mim, é um salva-vidas. Meus slings podem ser "peças caras de pano" ou "exagerados" ou "engenhocas estranhas" para alguns. Mas a capacidade de sentir a minha filha fisicamente perto de mim enquanto eu poderia me distrair com segurança .. bem, para mim, não tem preço.

Não há nada de ruim sobre a depressão pós-parto, com exceção de como ela faz você se sentir, e como os outros fazem você se sentir sobre isso. Você não fez nada para merecer isso, você não é uma má mãe. E todo mundo tem seus problemas. Essa era o meu. Isso me mudou. Então, para uma mãe com depressão pós-parto, uma mãe com os braços cansados, uma mãe com uma enorme necessidade de apenas esfregar a porcaria do chão porque isso é NORMAL, e você esqueceu o que é isso .. Slingue seu bebê. De qualquer forma, em qualquer lugar, sempre que quiser. Você nunca sabe como isso pode te mudar.

27 de maio de 2015

Por que meu bebê acorda quando eu o coloco no berço?

Texto original de Belly Belly
Em tradução livre pela Sampa Sling

É uma frustração de muitas mães: finalmente o seu bebê está dormindo em seus braços, e você pretende colocá-lo no berço, na cama, no carrinho, para que você possa ter uma pausa, ir ao banheiro ou até mesmo comer alguma coisa! Você vai andando na ponta dos pés em direção à cama do seu bebê, fazendo o seu melhor para não acordá-lo. Numa velocidade dolorosamente lenta e movimentos super suaves, você o coloca na cama ... mas, no minuto em que ele toca o colchão, ele olha para você com aqueles olhinhos de cachorrinho perdido, 'Eu não acredito que você tentou me colocar no colchão!" . Pronto, ele acordou. E quer os braços da mamãe de novo!

Não importa quantas vezes você tente ou quão profundo em sono você acha que ele esteja, vai acontecer de novo.
Por que?!

Por que meu bebê acorda quando eu o coloco na cama?




Há duas razões principais para isso: Em primeiro lugar, é importante compreender que o ciclo de sono do bebê é diferente de um adulto. Leva até 20 minutos para os bebês chegarem a um sono profundo, o que significa que seu bebê pode facilmente acordar se perturbado antes deste tempo. Se você está tentando colocar o seu bebê no berço muito antes de 20 minutos, esse pode ser o problema. No entanto, alguns pais acham que esperar mais tempo parece não ajudar, o que nos leva à nossa segunda razão.

Infelizmente - ou felizmente - não é algo que você possa controlar ou alterar. O maior especialista do mundo em co-sleeping, Professor James McKenna, explica: "Os bebês são biologicamente projetados para sentir que algo perigoso ocorreu - a separação do cuidador. Eles sentem, através de sua pele, de que algo está diferente, como a falta da suavidade do toque da mãe, do calor do corpo da mãe, do cheiro de leite materno, da gentileza do movimento da mãe, da respiração no peito e da sensação de estar protegido. Lactentes são alertados porque seu próprio corpo está a ponto de ser abandonado, e, portanto, é hora de despertar para chamar o cuidador de volta - o mesmo cuidador cuja sobrevivência do bebê depende.

Ao contrário do cérebro de um adulto, o cérebro do recém-nascido não é desenvolvido o suficiente para entender o conceito de que ela é uma pessoa separada de sua mãe. Isso acontece em algum momento entre os 6 aos 9 meses - Olá ansiedade da separação!

Seu bebê também não está achando uma brincadeira super legal essa de continuar chorando, para que mamãe venha correndo em seu auxílio e fazer o que ele quer. Seu bebê não é adepto da escravidão, manipulação ou gratificação instantânea - ele apenas está em um jogo chamado sobrevivência. Ele acabou de chegar de um lugar onde ele nunca sentiu medo, fome, frio, a sensação de ar fresco passando pelo seu corpo, a necessidade de soltar gases, fezes ou urina. Era um ambiente perfeito, constante onde tudo era confortável. Que grande mudança começar a sentir todas essas coisas!

Se o seu bebê tiver 2 meses de idade (por exemplo), para ajudar a colocar as coisas em perspectiva, lembre-se de que ele está no planeta, fora do útero, há apenas oito semanas. Oito semanas! 

Isso não quer dizer que somente os bebês novinhos são apegados e carentes - ansiedade de separação é um outro marco de desenvolvimento que também acontece na primeira infância. Não é manipulação, é percepção de que mamãe está saindo e eu não sei quando ela estará de volta. Na cabeça do bebê, você pode estar indo para a China. Ele não tem o desenvolvimento do cérebro para compreender da mesma forma que nós. Até então, precisamos nos lembrar de que a empatia, amor e carinho são essenciais para ajudar os nossos bebês a desenvolver um senso seguro de confiança, independência e auto-estima.

Ok, então agora você entende o comportamento do seu bebê, mas o que você pode fazer?


Obviamente não há muito você pode mudar a partir de uma perspectiva de biologia. Mas ter alguma compreensão do que seu bebê precisa para se sentir seguro neste curto período de sua vida pode ajudar. A vida pode ser muito mais fácil - e ambos você e seu bebê podem ser muito mais felizes - quando você abandonar as "regras" e trabalhar com - e não contra - a programação de seu pequeno para a sobrevivência.

Se você colocar o seu bebê na cama e ele acorda ou começa a chorar, você pode tentar confortá-lo em sua cama e ver se isso funciona. Mas se não funcionar ou se você permitir que os gritos do bebê comecem a aumentar, isso pode também aumentar os níveis de ansiedade. O bebê pode sentir que está em uma situação de risco. Dessa maneira ele também está aprendendo sobre o que significa estar no mundo. Pedir por ajuda resultada em tranquilidade? Ou será que resultará em nada? Então por que se preocupar pedir a alguém que o ajude? Dando-lhe conforto, ele também aprende a dar conforto para aqueles que choram.

Embora possa ser cansativo, estressante por vezes, colocar tudo o que você tinha pra fazer em sua lista de espera e se render ao bebê é uma grande solução. Perceber que o bebê está comunicando medo, e não manipulando você, é muito importante.

Ao que você resiste, persiste.


Pode ajudar também, lembrar sempre que, como muitos outros mantras da maternidade, "isso vai passar". Tudo é temporário, nada na vida é permanente. Quando seu bebê passar dessa necessidade de se sentir seguro em seus braços (o que passa muito rápido), ele vai ser um bebê mais confiante, seguro de si. É um passo necessário. Eu sei que alguns de vocês estarão pensando, 'eu vou ficar louca consolando meu bebê sem conseguir fazer mais nada!' Mas você preferiria ficar louca tentando acalmar um bebê que tem o sistema de alerta ativado o dia todo, sem nunca conseguir ter um sono decente? Quanto mais você conforta o bebê, mais ele entende que está seguro e protegido (e ter um aconchegante sono reconfortante vai ser muito mais fácil).

Algumas idéias pra manter a sanidade: 


- Compre um sling apropriado - existem vários modelos diferentes, mas com o sling você pode confortar seu bebê, que dorme protegido no seu peito, enquanto você tem as mãos livres para realizar algumas tarefas!

- Peça ajuda - Você pode revezar com a família. As pessoas adoram segurar bebês e niná-los para dormir, você provavelmente vai se surpreender com as ofertas de ajuda. Se você não tem muita ajuda, pode considerar a contratação de uma doula pós-parto que pode ajudá-la por algumas horas.

- Você pode tentar usar uma rede no berço.

- Seu bebê está em um Salto de Crescimento? Pode ser que ele esteja mais carente, irritado, choroso, o que normalmente caracteriza um marco de desenvolvimento. Enquanto não há muito o que fazer, você pode tentar deitar com ele e o abraçar mais.

- O quarto do bebê é frio? Às vezes, o quarto frio ou lençóis frios podem assustar o seu bebê, especialmente no inverno. Se você pode pré-aquecer o espaço um pouco de tempo antes de dormir ou aquecer uma bolsa de água quente para pré-aquecer a cama (não muito quente, teste o colchão em primeiro lugar), isso pode ajudar. (NT: nos trópicos cheque sempre por calor. Temos a tendência de hiper agasalhar os pequenos, causando também irritação)

- Colocar uma de suas camisetas usadas sobre o colchão - o bebê será capaz de cheirar o seu perfume e pode ajudar com a transferência.

Lembre-se, isso vai passar. Pode parecer como uma eternidade no momento, mas é um pequeno estágio da vida do seu bebê, vai passar rápido e você vai perder esses pequenos abraços. Força mamãe !

26 de maio de 2015

Slingada na Feira de Gestante, Bebê e Criança no expo Barra Funda (Loja Sampa Sling Fechada)



Do dia 26/05 a 31/05 - Centro de Exposição Barra Funda
Rua Tagipuru,1001(ao lado do metrô Barra Funda)

Terça a sexta das 14:00 as 22 horas
Sábado das 10:00 as 22 horas
Domingo das 10 ás 20 horas.


25 de maio de 2015

Por que usar um sling?

Por 9 meses seu bebê só conhecia seu calor e se acostumou com o vai-e-vem do seu corpo e aos seus sons. O recém-nascido chega a este mundo cheio de medos e sem entender porque agora sente fome, frio, calor. Não entende porque agora tem que passar o dia na solidão de um colchão frio. Não tem noção do tempo e do espaço. Só existe uma coisa que o conforta e o acalma. 

A sua mãe.



E você não quer ignorar o seu chamado, mas tem coisas a fazer. Talvez queira passear, fazer as compras no mercado, viver seu dia-a-dia com conforto e com o seu bebê feliz, sadio e tranquilo.

Porque seu bebê merece estar mais perto do seu coração.

Porque ele quer se sentir amado e seguro.

Porque necessita de atenção constante e porque você quer proporcionar tudo isso a ele com facilidade e liberdade. 

18 de maio de 2015

Noções básicas da anatomia dos bebês



Desenvolvimento da coluna



O desenvolvimento da coluna vertebral do bebê para o formato de S, normalmente, leva um pouco mais de um ano e pode ser dividido em três etapas. Quando um bebê nasce, a coluna vertebral está em cifose total, o que significa que ela é arredondada na forma de um C. Nenhum dos músculos que ajudam a endireitar a coluna são fortes o suficiente ainda.

A primeira parte da coluna a ser esticada é a parte mais alta, que chamamos de região cervical. Quando um bebê aprende a segurar a cabeça sozinho, geralmente em torno de 3 a 4 meses, a curva (cifose) desta parte lentamente fica mais reta e, finalmente, ligeiramente curvada para o outro lado (lordose cervical). Quando um bebê aprende a sentar, geralmente por volta dos nove meses, os músculos no meio da coluna (região torácica) ficam mais fortes e ajudam a apoiar as costas do bebê. A coluna vertebral permanece arredondada nesta parte (cifose torácica). Finalmente, o inferior das costas (área lombar) se endireita e se curva para o outro lado (lordose lombar). Esta fase termina quando uma criança aprendeu a andar, geralmente por volta dos 12 aos 18 meses. O formato típico de S é obtido quando os músculos da criança são fortes o suficiente para sustentar as costas.

   

E o que isso tem a ver com como transportar o seu bebê? 

Quanto mais novo um bebê é, mais importante o apoio da coluna em todo o seu comprimento, porque não há músculos suficientes para apoiar as costas e os discos intervertebrais também o não podem agir como amortecedores ainda. É por isso que um bom sling apóia as costas do bebê uniformemente como uma bandagem firme. O material do sling precisa ser suave o suficiente e não muito duro para alcançar este efeito, e deve ser ajustável para oferecer apoio quando necessário. Um bom apoio de costas arredondadas também é importante para os bebês mais velhos quando eles adormecem, porque os músculos relaxam e o sling precisa compensar isso. 

Desenvolvimento do quadril do bebê

A fim de encontrar a forma ideal de carregar um bebê nós temos que dar uma olhada na anatomia do bebê. Quando um bebê nasce, um pouco de seu esqueleto ainda é cartilagem. Ossificação (transformação da cartilagem em osso) é um processo que leva anos e termina quando o ser humano está totalmente crescido. Uma parte do corpo do bebê que contém muita cartilagem é a pélvis. Inicialmente a pélvis é composta por vários ossos que são mantidos juntos por cartilagem. Em um recém-nascido, o a cabeça do fêmur é ainda formada por cartilagem e se une a outros ossos da pélvis também por cartilagem. Toda essa junção ainda é muito delicada. A ossificação da pélvis e a cabeça do fêmur acontece gradualmente e termina geralmente nos primeiros nove meses de vida. Especialmente neste tempo, para ajudar o desenvolvimento correto do quadril, o posicionamento correto é importantíssimo. Sendo que um posicionamento errado, como carregadores apertados que pressionem essa área pode levar a uma displasia de quadril (desenvolvimento inadequado da articulação coxo-femoral). 

A Posição em "M"

 Existe uma posição ideal das pernas do bebê, em que se centra a cabeça do fêmur direito no meio do encaixe do quadril e, assim, auxilia o desenvolvimento dos quadris de um bebê. Essa posição é conhecida como “Posição em M”, ou posição “Sapinho” e significa que os joelhos do bebê estão mais acima do que o bumbum e as pernas são afastadas a mais ou menos 90 °. Os bebês automaticamente assumem essa posição quando levantados, porque ela também é ideal para o bebê ser carregado no quadril da mãe. Os bebês com displasia de quadril são tratados com Um Suspensório de Pavlik ou uma almofada Frejka, tem as pernas nessa posição. 



Um bom sling permite que o bebê seja carregado na posição M. Isso não é possível se o tecido na virilha do bebê é muito estreito (ele deve apoiar toda a parte superior da perna de joelho a joelho), ou se as pernas do bebê estão muito separadas. Portanto, antes de comprar um carregador de bebê, verifique como o bebê sentaria nele, experimentando o carregador ou olhando as fotos do produto sendo utilizado. Imagine o que seria a sensação de que você se sentar em um carregador de bebê: Você não preferiria ter toda a sua parte superior das pernas apoiadas em vez de pendurado em sua virilha? 


Artigo original do Baby Wearing Advice em tradução livre pela Sampa Sling

11 de maio de 2015

A História do Babywearing


Se você usa um sling, alguém ja deve ter te dito "na minha época não tinha essas coisas'' - o que na verdade é correto e errado ao mesmo tempo.

Os slings têm sido descritos como uma das primeiras peças de tecnologia, uma necessidade absoluta para os povos nômades, para quem transportar os bebês nos braços era não só impraticável, mas faria com que as mães necessitassem de muito mais energia. No entanto, é verdade que a maioria dos slings e carregadores que vemos hoje foram produzidos por empresas que foram estabelecidas nos últimos 40 anos. Nos últimos vinte anos temos visto a criação de novos produtos, como wraps de tecido elástico e slings híbridos, além de um enorme crescimento no número de empresas que fazem e vendem slings.

Mas como isso surgiu?

Sabe-se que os materiais naturais, como cascas, folhas e peles de animais foram inicialmente utilizados para criar slings simples de um ombro só, o que ajudava a apoiar o peso da criança, enquanto os adultos estavam se movendo de um lugar para o outro à procura de comida.


Mais tarde, quando a tecelagem começou a ser usada para criar tecido, simples peças de pano foram usadas para amarrar a criança no corpo do adulto (ou do irmão, pois os bebês foram e ainda são carregados pelas crianças mais velhas). 
Às vezes, estes eram muito ornamentados, como na Ásia, onde slings eram frequentemente bordados ou feitos de tecido como a seda de quimonos no Japão.
Na África, tecidos como a Kanga ou Kitenge eram usado como um avental, um cobertor para sentar . 


No México, o rebozo, que era carregador de pano usado pelas mulheres o tempo todo, também era utilizado para transportar bebês. Na Índia, as mulheres amarravam os bebês em uma parte de sua saris e em Bornéu, usavam cestas de vime. 



No País de Gales o cobertor galês foi usado por homens e mulheres regularmente para transportar bebês até os anos 1950, quando a produção em massa de carrinhos fez com que seu uso praticamente desaparecesse.

O modelo do carregador de bebê variavam de acordo com o clima - em climas mais quentes, os bebês têm uma maior necessidade de serem alimentados com freqüência e carregadores que mantêm o bebê perto de mãe (ou a outra mulher que vai alimentá-lo) eram mais práticos, pois permitiam que o bebê se alimentasse mais frequentemente, evitando a desidratação. Em climas mais frios, os bebês tendem a se alimentar menos por dia e podiam ser deixados separados de sua mãe por períodos mais longos, pendurando o carregador em galhos de árvores ou amarrados em trenós.

No final da década de 1960, uma mulher americana inventou o portador de bebê ''Snugli'' depois de ver mulheres africanas carregando seus bebês em suas costas, quando ela trabalhava como voluntária do Corpo de Paz no Togo, na África Ocidental. Na década de 1970, a primeira empresa de sling de tecido alemã, Didymos, foi criada depois que seu fundador foi presenteado com um rebozo mexicano. No início de 1980, o sling de argola foi inventado no Havaí, por um homem presenteando sua esposa. Ele vendeu sua idéia para o Dr. William Sears, que inventou o termo "attachment parenting" e cuja esposa, Mary inventou o termo "babywearing" depois de usar um sling com seu filho e o descrevendo como uma peça de roupa que ela vestia pela manhã e tirava a noite.


Desde os anos 1980, o número de tipos de slings cresceu imensamente (os slings tipo pouch e os demais feitos de tecidos macios e estruturados, são adaptações ocidentais de carregadores tradicionais), assim como o número de novas empresas, desde grandes fabricantes até pais que criam e vendem slings personalizados. Com tantos tipos, chegar a uma escolha pode ser complicado, mas se mantermos o foco nas origens dos carregadores de bebê, podemos ajudar os pais a fazerem a escolha certa.

por Victoria Ward

Artigo original do site do Gentle Parenting em tradução livre pela Sampa Sling

4 de maio de 2015

Coleção Creative: segure o fôlego!

Sabe aquela estampa maravilhosa que te faz ficar de queixo caído? Aquela combinação de cores que te faz feliz? Aquelas linhas e texturas que despertam sonhos? Foi assim que nos sentimos quando elaboramos a nova coleção de SampaWraps, batizada carinhosamente de CREATIVE.


Creative porque nos faz sonhar, imaginar e... amar o resultado! Ficou difícil escolher a preferida, veja se você consegue:





No próximo sábado - 09/05/2015 - haverá Slingada Sampa Sling no Espaço Nascente, com lançamento oficial da coleção. Venham! Estamos esperando vocês com um brinde especial para cada bebê: um boné bandana!


Saiba Mais

O Sampa Wrap é uma tira de pano de mais com mais 5 metros feita em tecido 100% algodão penteado, sem emendas, que amarrado ao corpo permite diferentes posições de uso (barriga com barriga, sentado de frete, de lado, nas costas, etc) distribuindo o peso do bebê entre os dois ombros, dando maior liberdade de movimentos e conforto para quem carrega e é carregado.




Características

Apoio ideal da cabeça/pescoço, essenciais quando o bebê dorme; 
Apoio total da coluna; 
Apoio correto das pernas, o tecido pode-se esticar até atrás dos joelhos assegurando posição sentada correta; 
Pernas flexionadas (posição do sapinho); 
Naturalmente inclina a pelve, deixando o quadril na posição correta e alinhando a coluna; 
Prende-se bem ao corpo do usuário e o bebê; 
Ajustes possíveis com amarrações adequadas; 
Não há pontos de pressão no carregador ou no bebê; 
Seu bebê tem o seu cheiro, seu movimento e está próximo do seu coração.