11 de abril de 2017

Tecidos da Sampa Sling: testados, aprovados e certificados!

Nossa preocupação com a qualidade dos produtos, melhoria dos serviços e desenvolvimento de novas formas de promover o colo com amor é constante!

Pensando nisso, investimos na última temporada em um teste de qualidade para os produtos da Sampa Sling, que pudesse certificar os carregadores de pano do modelo SampaWrap para os fins que se destinam: aproximar mães e bebês com conforto e segurança.

Diferente de um teste de resistência comum de tecidos - onde as simulações de tração e peso são feitas nas amostras da matéria prima - optamos pelo teste do produto. E assim enviamos vários SampaWraps para o instituto responsável.



Foram realizados os seguintes testes:

- Lavagem doméstica;
ISO 6330:2012 Textiles -- Domestic washing and drying procedures for textile testing.

- Resistência à tração antes e depois de lavagem doméstica;
ISO 2307:2010 Fibre ropes -- Determination of certain physical and mechanical properties.

- Título de Fios;
BS EN 14970:2006 Textiles. Knitted fabrics. Determination of stitch length and yarn linear density in weft knitted fabrics.

- Números de carreiras e colunas por unidades de comprimento;
NBR12060 de 03/1991 Materiais têxteis - Determinação do número de carreiras/cursos e colunas em tecidos de malha.

- Massa por unidade de área (gramatura);
ISO 3801:1977  Textiles -- Woven fabrics -- Determination of mass per unit length and mass per unit area.

- Resistência à perfuração;
ASTM D3786 / D3786M - 13 Standard Test Method for Bursting Strength of Textile Fabrics—Diaphragm Bursting Strength Tester Method

- Solidez da cor de têxteis sob ação da fricção;
ISO 105-X12:2016 Textiles -- Tests for colour fastness -- Part X12: Colour fastness to rubbing

- Solidez da cor de têxteis sob ação de lavagem doméstica;
ISO 105-C06:2010 Textiles -- Tests for colour fastness -- Part C06: Colour fastness to domestic and commercial laundering

- Solidez da cor de têxteis sob ação de suor alcalino;
ISO 105-E04:2013  Textiles -- Tests for colour fastness -- Part E04: Colour fastness to perspiration

Os testes certificam a qualidade do produto da Sampa Sling, conforme tabelas de resultados: 







30 de março de 2017

Sampa Cruz Envolvente - a revolução no encontro de wrap e argolas!


O Sampa Cruz Envolvente é um carregador de pano híbrido desenvolvido pela Sampa Sling inspirado na tendência internacional de combinação de vantagens de cada modelo. Ele tem o ajuste fino e preciso das argolas, combinado com a ergonomia e conforto do wrapsling e a praticidade do fastwrap ou pouch, sempre com a qualidade da Sampa Sling. Pode ser usado com bebês desde o nascimento até aproximadamente dois anos.

À venda na loja!






O novo Sampa Cruz Envolvente é um encontro entre o Wrap Sling e o Sling de Argolas, inspirado na tendência dos carregadores dois em um, que acumulam vantagens de dois ou mais modelos.

Feito em malha 100% algodão, com qualidade Sampa Sling certificada, essas são suas principais caractristicas:

Alças macias e amplas distribuem o peso igualmente entre os ombros;
O tecido macio passa facilmente através das argolas proporcionando ajuste fino.
Não é necessário fazer nós ou se preocupar com amarrações;
Permite carregamento em várias posições;
É possivel movimnetar o bebê, sem desmontar o carregador;
Fácil de lavar, não faz bolinhas, nem desbota.

3 de março de 2017

Estuda Sampa Estuda: Slingando bebês com deficiência

Mais um artigo que relata nossa experiência de aprendizado na área de consultoria para carregadores de bebê. Desta vez, fizemos na School of Babywearing em Londres um módulo específico para o atendimento de bebês com deficiência, estudando as peculiaridades de cada caso e aprendendo sobre como uma consultora, fabricante ou apoiadora do carregamento de bebês com auxílio dos facilitadores de colo deve ter sempre uma abordagem afetuosa e inclusiva.

A CONSULTORA PARA CASOS ESPECIAIS

O comportamento de quem apoia os pais que desejam usar os carregadores de pano com seus bebês é fundamental no processo de aprendizagem. Para as famílias com bebês com deficiência, essa troca é ainda mais rica. Permite à consultora um grande aprendizado sobre as especificidades daquela condição e ajuda a família a encontrar suas opções. Há algumas sugestões de conduta para os profissionais do colo. Ficamos muito felizes em constatar que estamos alinhados, especialmente no que diz respeito a não forçar regras universais de carregamento. 

1) FAÇA PERGUNTAS – Você não é obrigada a saber tudo sobre uma condição. Normalmente quando os pais tem um bebê com alguma deficiência física, problema genético, de desenvolvimento, etc. eles pesquisam muito sobre a condição. Então estarão normalmente melhor informados do que você. 

2) NUNCA CONTRARIE UMA ORDEM MÉDICA – Por mais que você saiba que o uso do sling pode melhorar muito a vida de um pai/mae e de um bebê, se existe uma ordem médica, ela deve ser seguida. Se for o caso, escreva ao médico, ou entre em contato com ele pra conversar sobre sua visão e encontrar uma forma de ajudar a família em conjunto com ele(a). 

3) SEGURANÇA É PRIORIDADE – Segurança sempre em primeiro lugar. Na dúvida, pesquise, converse, pergunte. Nunca indique algo que possa parecer perigoso ao bebê. 

4) SEJA ADAPTÁVEL – As vezes você não poderá seguir as instruções do carregador à risca. Ou a melhor indicação para um bebê saudável, nem sempre será a mesma para um bebê com alguma dificuldade. Portanto, se adapte, crie, mude o que puder. O importante é ajudar a família que deseja carregar seu bebê.

OS BEBÊS COM GESSO

Um bebe com uma perna engessada por exemplo, pode ser complicado de se carregar no sling. O que considerar? Primeiramente – o peso. A perna deve ser suportada. Nesse caso, pode-se colocar o bebe em sentado, de lado em um sling de argola ou wrap sling.

Posição sentado de lado no wrap com pré amarração





Posição sentado de lado no sling de argolas


O BEBÊ COM HIPOTONIA

Um grande número de bebes com Síndrome de Down também tem Hipotonia. Essas crianças não se mantêm eretas, assim como outros bebês, e tendem a escorregar dentro do carregador. Qualquer carregador deve oferecer suporte de qualidade não só para a parte superior das costas e ombros do bebê, mas também para os quadris, lombar, meio-costas e pescoço. Com crianças mais velhas que gostam de ter mais acesso aos seus braços e mãos, isso pode ser cada vez mais desafiador. Muitos pais de crianças com sintomas de hipotonia preferem um portador mais estruturado do que um wrap, como um mei tai ou mochila.

Alguns bebes também podem se sentir mais confortáveis com carregadores mais macios como um wrap de malha por exemplo. Apertando corretamente e completamente o carregador, tendo o cuidado de não apertar demais, é essencial - o sling deve apoiar não só a parte traseira superior do bebê, mas oferecerem suporte na base do pescoço.

Muitos bebês hipotonia, incluindo aqueles com Síndrome de Down, podem se cansar quando estão de pé, em posição ereta, mesmo em um sling. É importante manter-se atento aos sinais do bebê e oferecer intervalos frequentes se necessitar, ou mudar de posição mais frequentemente do que normalmente pode evitar a fadiga muscular do bebê

Lembre-se que o que funciona melhor para carregar qualquer criança pode mudar de situação para situação, mês a mês ou semana a semana. Se um carregador de bebê não estiver funcionando…. há sempre outras opções.




O BEBÊ PREMATURO

O objetivo é compartilhar informação de apoio e deixar que os pais decidam o que é melhor para eles e seus bebês. Normalmente um wrap elástico ou um sling de argolas são os ideais para recém nascidos. A consultora tem a responsabilidade de ouvir os pais, seus medos e receios e empoderá-los na sua escolha.

Ao invés de usar um wrap em cruz envolvente – talvez uma amarração “rede” possa ser mais confortável para um bebê, para que ele não tenha suas pernas muito separadas no sling. O ideal é manter o recém nascido em sua posição natural, não manipulando muito e prestando muita atenção nos BRAQS.

Conheça o Sampa Cruz Envolvente, a possibilidade de carregamento lateral, vertical ou em rede dupla desse modelo híbrido pode ser uma excelente alternativa para prematuros. 



O BEBÊ COM DISPLASIA E SUSPENSÓRIO PAVLIK



- Não puxe ou empurre os quadris
- O Sling deve apoiar a coxa do bebe completamente
- O bebe vai provavelmente ficar mais “pendurado” do que vc gostaria. 
- O carregador que vc escolher sera um tamanho maior do que o bebe – por exemplo se ele tiver 4 meses, ira precisar de um carregador do tamanho de um bb de 6 meses. 
- Pense sempre que tem um pouco de peso adicionado. 
- Como o bebê ficara um pouco mais “pendurado” do que de costume, existe um centro de gravidade diferente.
- A distância entre as pernas deve ser mantida

Bebe com pavlik em um wrap e uma mochila:





Outros links uteis:

O BEBÊ COM ÓRTESE (BOOTS AND BAR)

A ortese de Denis Brown é uma parte do tratamento para bebes com PTC (pé torto congênito) – A primeira faze é gesso.  Quando dando alguma informação a pais com bebês usando a Ortese, lembre-se de:

- Não encostar nos pés do bebe
- Algumas orteses são de ferro, podem ser bem pesadas. 
- Você pode precisar colocar o bebe em uma posição mais alta do que de costume.

Nesse momento eu fomos demonstrar como colocar um bebê com boots and bar em um sling e chegamos juntas à conclusão de que a maneira mais fácil pode ser  deitar o bebe na cama, com o sling (mochila) passar a parte da base do sling pelo meio das pernas da criança, prender na sua cintura e só assim levantar com a criança, com o sling já posicionado.



O BEBÊ COM OXIGÊNIO SUPLEMENTAR

- A maior preocupação aqui, quando slingando um bebe que necessita de oxigênio, é que a canula não seja obstruída. Então você pode usar um esparadrapo para direcionar o tubo no corpo para que isso não aconteça. 
- Bebês normalmente precisam de oxigênio suplementar – um bebe que não respira sozinho não estará no sling. 
- Oxigênio é altamente inflamável portanto a indicação é – não cozinhar, ficar perto de chamas ; fogo ou fumar com o bebe no sling. 
- Lembre-se que o pai terá que carregar o bebe mais o tanque de oxigênio, portanto é necessário considerar o peso. 

2 de fevereiro de 2017

Cinco coisas que talvez você não saiba sobre babywearing


Victoria Ward* compartilha cinco coisas que talvez você não saiba sobre babywearing

Muitos pais já tentaram o tal babywearing (carregar um bebê, toddler ou criança em um sling ou carregador de bebê). Um sling é frequentemente um artigo essencial para novos pais, e mais e mais casais grávidos falam sobre o babywearing nos encontros de gestantes, são direcionados a experimentar um sling pelo pediatra ou consultora de amamentação, e aparecem em um encontro de slings para experimentar e tirar dúvidas. Razão do crescente numero de consultoras de carregadores de bebês. 

Babywearing pode ser maravilhoso para os pais, que tem a chance de ter suas mãos livres e ao mesmo tempo criar vínculo com seus bebês, entender seus choros e barulhos, assim reduzindo níveis de depressão pós-natal, além de poder desfrutar da conveniência de ser capaz de ir a lugares que carrinhos não tem acesso.

Aqui estão alguns outros aspectos de babywearing que você pode não conhecer:

1. Babywearing é calmante para bebês e ajuda no seu desenvolvimento saudável



Um estudo de Esposito et al. (2013) sobre carregar bebês, descobriu que os bebês cujas mães se moviam ao transportá-los (ajudados por um sling) choravam menos, faziam menos movimentos corporais associados à instabilidade e tinham batimentos cardíacos mais lentos do que os bebês que eram mantidos por mães que simplesmente estavam sentadas.

Muitos outros estudos têm demonstrado que estar perto dos pais ajuda na regulação da temperatura dos bebês, respiração e freqüência cardíaca. Eles dormem mais profundamente e geralmente por mais tempo, passam mais tempo em um estado de alerta calmo quando acordados e fortalecem os músculos da barriga - o que exigiria que eles passam longos períodos em de bruços para se desenvolver. 

Seu sistema de equilíbrio também se desenvolve mais rapidamente, e os sintomas de cólica e refluxo são reduzidos, assim como o risco de plagiocefalia (síndrome da cabeça chata). Bebês prematuros ganham peso muito mais rápido quando eles têm contato pele-a-pele prolongada com os pais, e o estresse da separação é reduzido quando os bebês são slingados.

2. Babywearing é uma prática - não importa o produto.



No Reino Unido, temos a sorte de ter acesso a uma grande variedade de slings e carregadores. Embora a seleção mais ampla seja encontrada on-line, lojistas estão tendo um maior interesse na gama de carregadores disponíveis, e o número de carregadores bons e ergonômicos encontrados em lojas está aumentando. 

Mas os benefícios de babywearing vem por causa da prática do babywearing e não pela marca que as pessoas optam por usar. Muitas mulheres africanas usam uma toalha para carregar seus bebês no que é conhecido como um transporte de torso, onde o bebê senta-se na parte baixa das costas da mulher, amarrado por uma toalha, que passa em torno de seu corpo, enrolado na parte de cima e dobrado na parte de baixo. 

No México, um rebozo é um xale comprido que pode ser amarrado com um nó simples para fazer um carregador de um ombro só - usado para transportar crianças de recém-nascidos até 3 ou 4 anos de idade. Você pode usar um nó de deslizamento ou um par de anéis de sling (anéis de alumínio ou nylon projetado, testados para uso com slings) para transformar qualquer lenço, xale ou pedaço de tecido em um sling, ou um belo carregador para combinar com a sua roupa para uma ocasião especial.

3. Você pode fazer bom uso de um sling antes de ter um bebê



Em todo o mundo, as mulheres usam pedaços de tecido para apoio da barriga na gravidez e para ajudar durante o trabalho de parto. Mais e mais doulas, professores pré-natais, professores de yoga e parteiras estão treinando no uso de alças para trabalho e parto, e compartilhando o que aprenderam com pais gestantes.

Você sabia que você pode usar um sling para suportar a dor do peso da barriga e dor de ligamento? Ou para apertar os quadris, aliviar a dor no quadril e fazer mais espaço na pelve? Ou para dar uma massagem suave na gravidez ou durante o trabalho de parto, ou uma firme massagem pós-natal?

Levar um xale, lenço ou sling de tecido em sua mala de maternidade significa que você sempre terá algo para cobrir a si mesmo, ou como uma forma de personalizar o seu ambiente de nascimento, ou um auxílio para tornar a bola de parto ou a cadeira de nascimento mais confortável. Você pode amarrar um nó nele e pendurá-lo sobre uma porta (fechando a porta - abrindo na direção contrária), para que você possa usá-lo para inclinar-se, balançar e agachar. E você será capaz de envolver o seu bebê recém-nascido nele, usá-lo como um travesseiro ou um apoio de amamentação, e muito mais.

4. É ideal para exercício pós-natal



Carregar seu bebê em um sling ou carregador pode auxiliar a recuperação de sua força após o parto e é especialmente útil para uma boa postura pós-natal (ajudando-se a se adaptar a não ter mais o peso do bebê baixo no seu corpo). Mesmo andando com seu bebê em um sling ou carregador por um curto período de cada dia, isso vai suavemente ajudar a tonificar os seus músculos da barriga e músculo pélvico,  adicionando alguns exercícios simples de pós-natal você pode aumentar seu nível de aptidão suavemente. 

Mães em algumas áreas do Reino Unido estão tendo a chance de experimentar aulas de Sling-Yoga, uma nova forma de yoga pós-natal projetado para mães e bebês. Os bebês começam a aula em um sling, enquanto suas mães realizam alguns suaves movimentos. Durante o trabalho no chão, os bebês podem ficar em uma sling ou deitados no chão ao lado de suas mães - todos os trechos funcionam se você tem um bebê pequeno na sua frente, um maior nas costas, ou um bebê dormindo em um carrinho no tapete. As aulas terminam com um relaxamento e uma conversa.

5. Pode ser uma prática salva-vidas



No tsunami japonês de 2011, as mulheres usaram tudo o que puderam para levar seus filhos a salvo. Um workshop na European Babywearing Conference, que aconteceu em Bristol, em Julho de 2013, abrangeu babywearing de emergência e estava cheio de idéias sobre como transformar objetos do dia-a-dia em carregadores de bebês. 

Passar um lenço longo através dos braços de uma camiseta faz um carregador semelhante ao podaegi coreano e cria tiras que vão sobre os ombros do adulto e amarram sob o bumbum da criança. A camisa de um homem e um cinto pode ser usados para criar um "corpo", com os braços da camisa amarrada em torno dos ombros do adulto ou torso. Outros itens que podem ser usados ​​incluem calças de moletom, cintos ou alças de bagagem, cortinas, bandeiras ... quase tudo que você poderia imaginar!

O que eu mais amo sobre babywearing é a versatilidade dele como uma prática. Pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes, e pode ser realizado por pais, avós e irmãos com algo tão simples como uma toalha ou tão caro como um luxuoso tecido wrap ou um carregador feito-a-mão que custou centenas de libras. E é uma prática que tem benefícios para todos os envolvidos!

* Victoria Ward é a mãe de quatro crianças, com idade entre 2 e 8 anos, e ela dirige Babywearing UK (que inclui a School of Babywearing). Após o nascimento de seu segundo filho, ela abriu uma loja de maternidade e bebê e é treinada como consultora de babywearing, professora pré-natal NCT e professora de yoga. Em 2010, ela lançou a School of Babywearing, oferecendo treinamento em babywearing e recursos gratuitos para pais e profissionais. (Atualizado no momento em que este artigo foi impresso).

Fotos do arquivo Sampa Sling por Tati Wexler

Sampachila Canguru Ergonômico

Os cangurus ergonômicos são um acessório excelente para carregar bebês que já sentam. Chamados carregadores estruturados, eles promovem um colo seguro e confortável. Nesse vídeo Rosângela Alves apresenta a SampaChila, mochila da SampaSling, e mostra como o ajuste pode favorecer o bem estar da mãe e do bebê.





5 de dezembro de 2016

Vantagens e Desvantagens dos diferentes tipos de Carregadores de Pano

Quando a gente começa a querer carregar o bebê no colo sempre haverá alguém apontando o tipo "perfeito". A amarração "ideal" e o jeito "certo" de carregar o bebê. Você já conhece as balizas da Sampa Sling para o carregamento de bebês no pano, mas hoje resolvemos trazer um apanhado do que construímos em nosso aprendizado prático e também no curso de formação em carregadores de bebê que fizemos na London School Of Babywearing. 

Lá em Londres, as consultoras foram categóricas: vamos sempre observar que existem muitas combinações de mães, bebês, tipos físicos, condições climáticas, disponibilidade financeira e necessidades, de modo que nenhuma regra rígida será favorável para o crescimento da cultura de colo.

Vejam então as vantagens e desvantagens de cada tipo de carregadores, e faça suas escolhas informadas, naquela maravilhosa premissa: o colo é maior que o pano! 


POUCHES






       


MAIORES VANTAGENS
São simples de usar.
São pequenos quando dobrados e fáceis de transportar na bolsa.
São fáceis para colocar um bebê andante e servem de tipóia para crianças grandes.
Quando ajustáveis, se adaptam a diversos tipos de corpos podendo ser usado por vários adultos da mesma família.
Permitem movimentar o bebê sem tirar o carregador e favorecem a amamentação.
Pouches de malha podem ser usados na praia ou na piscina e são frescos em temperaturas altas.
Pouches de malha podem ser facilmente ajustados à partir de suas dobras e torções.
Podem ser usados tanto em bebês como em crianças maiores.

MAIORES DESVANTAGENS
Pode ser difícil encontrar o tamanho correto
Os pouches não ajustáveis em tecido plano não servem em todos binômios mãe/bebê.
Precisam de um pouco prática e bom ajuste de tamanho para oferecer um bom suporte para recém nascidos.
Uma colocação incorreta do bebê pode colocá-lo em uma posição inadequada (com o queixo muito próximo do pescoço - veja as BRAQS)
O peso fica concentrado em um ombro só.
É necessário tomar cuidado com movimentos de abaixar e curvar da mãe, segurando o bebê.


SLINGS DE ARGOLA

MAIORES VANTAGENS
São muito rápidos de instalar e colocar o bebê e fáceis de aprender.
São pequenos quando dobrados e fáceis de transportar na bolsa.
O tecido à partir da argola pode ser usado de várias formas: nós charmosos, proteção para o sol, colocação de bolsos para pequenos objetos, proteção para amamentação, suporte para o pescoço.
Se adaptam a todos os tipos de corpos de mães e bebês.
Permitem movimentar o bebê sem tirar do carregador e favorecem a amamentação.
Podem ser confeccionados em diversos tecidos, de acordo com a necessidade climática de cada região.
Podem ser usados tanto em bebês como em crianças maiores.


MAIORES DESVANTAGENS
Pode não ser a melhor opção para ter as duas mãos completamente livres.
Requerem um pouco de prática e ajuste.
Requerem controle de qualidade das argolas (veja mais).
Existem diferentes formatos para a região dos ombros, que variam de acordo com a costura do tecido ao redor da argola.
O peso se concentra em um ombro só.


MEI TAIS


MAIORES VANTAGENS

São fáceis de usar e requerem quase nenhuma prática.
Se adaptam a diversos tipos de corpos podendo ser usado por vários adultos da mesma família.
Permitem um certo controle da altura das costas do bebê (enrolando a parte de baixo do carregador, para diminuí-lo por exemplo).
Quando feitos em tecidos respiráveis, são boas opções para o calor.
Podem ser usados de frente, costas e há amarrações adaptadas para o quadril.

MAIORES DESVANTAGENS

Precisam ser amarrados, e algumas pessoas não se sentem seguras em fazer isso sozinhas.
Diferentes marcas possuem diferentes tamanhos e ajustes, o que pode mudar a experiência de uso desse carregador de pessoa para pessoa.
As tiras são compridas e podem arrastar no chão, sujar ou molhar.
São menos adequados para recém nascidos.
Nem todos oferecem um bom suporte para o pescoço do bebê.
Não permite mudar o bebê de posição sem desamarrar o carregador.


CARREGADORES TIPO MOCHILA


MAIORES VANTAGENS
São fáceis de usar e requerem pouca prática.
Se adaptam a diversos tipos de corpos podendo ser usado por vários adultos da mesma família.
Servem em bebês sentantes e crianças maiores.
Quando feitos em tecidos respiráveis, são boas opções para o calor.
Podem ser usados na frente ou nas costas.
Podem ter muitos acessórios como gorros, ganchos, bolsos e outras praticidades para a mobilidade de mãe e bebê.

MAIORES DESVANTAGENS
São menos adequados para recém nascidos.
Fivelas e ajustes em plástico podem ressecar com o tempo e quebrar.
Nem todas as pessoas conseguem alcançar as fivelas das costas.
Podem ser mais caros.
Dão mais trabalho para lavar e secar.
Podem apresentar dificuldade de ajuste para pessoas muito pequenas ou muito grandes.
Algumas pessoas precisam tirar o bebê da mochila para conseguir amamentar.


WRAPS DE TECIDO ELÁSTICO


MAIORES VANTAGENS
São macios e confortáveis.
Se ajustam em qualquer tipo de corpo.
Podem ser mais baratos.
São fáceis de lavar.
Facilitam o contato pele a pele.
São excelentes para pré-amarração e podem ser amarrados uma vez e usados o dia todo.
Permitem movimentar o bebê sem tirar do carregador e favorecem a amamentação.
Permitem tirar o bebê do colo dormindo - desamarrando o carregador junto em um movimento só.

MAIORES DESVANTAGENS
Eles podem ter uma vida útil de acordo com tempo de uso e peso do bebê.
O tamanho do tecido pode assustar os iniciantes.
As diferentes composições de tecido dão elasticidade diferente e pode ser difícil escolher sem provar com o bebê.
Alguns tecidos podem ceder depois de um tempo.
A falta de estrutura pode não agradar a todos.


WRAPS DE MALHA DE ALGODÃO PURO


MAIORES VANTAGENS
São macios e confortáveis.
Se ajustam em qualquer tipo de corpo.
Podem ser mais baratos.
São fáceis de lavar.
Facilitam o contato pele a pele.
São excelentes para pré-amarração e podem ser amarrados uma vez e usados o dia todo.
Permitem movimentar o bebê sem tirar do carregador e favorecem a amamentação.
Permitem tirar o bebê do colo dormindo - desamarrando o carregador junto em um movimento só.
Permitem vários tipos de amarração para wrap sling. (Veja mais)
Podem ser usados desde recém nascidos até crianças maiores.

MAIORES DESVANTAGENS

Eles podem ter uma vida útil de acordo com tempo de uso e peso do bebê.
O tamanho do tecido pode assustar os iniciantes.
As diferentes qualidades da malha usada podem interferir na experiência do usuário.
Alguns tecidos podem ceder depois de um tempo.
A falta de estrutura pode não agradar a todos.


WRAPS DE TECIDO PLANO


MAIORES VANTAGENS

Oferecem bom suporte e podem ser usados desde recém nascidos até crianças maiores.
Permitem vários tipos de amarração para wrap sling.
Se ajustam em qualquer tipo de corpo.
Facilitam o contato pele a pele.
Permite usar na frente, no quadril e nas costas.
Ficam mais macios quando envelhecem.
Tem padronagens bonitas e podem ter diversos usos (manta, rede, trocador)


MAIORES DESVANTAGENS
O tamanho do tecido pode assustar os iniciantes.
A quantidade de opções de tamanho e largura pode ser confusa.
Precisam ser usados e domados para ficarem confortáveis.
Não permitem a pré-amarração.
São quentes dependendo do tecido e composição das fibras, e menos ideais para áreas de muito calor.
Pode ser mais trabalhoso movimentar o bebê sem desamarrar o carregador.
Podem ser pouco práticos para amarrar e desamarrar na rua.
Requerem prática para amarrações.
Podem ser muito caros.








2 de dezembro de 2016

BRAQS: Balizas de segurança para o uso de carregadores de pano

Em constante articulação entre teoria e prática, aprendemos que há algumas balizas de segurança para o uso de carregadores, no que diz respeito à posição do bebê e qualidade dos tecidos e amarrações. As balizas de segurança não são regras, e sim observações óbvias para pragmaticamente evitar acidentes. De maneira nenhuma entendemos que as balizas de segurança podem ser usadas para oprimir, coagir ou interferir na simbiose entre bebê e adulto carregador. No entanto, cabe a observação dos seguintes aspectos (baseado no TICKS, conjunto de segurança para carregadores desenvolvido em 2010 no Reino Unido)







BRAQS


1) Bem Ajustado: Slings e carregadores devem ser apertados o suficiente para manter seu bebê perto de você da forma que seja mais confortável para ambos. Qualquer folga / tecido solto permitirá que seu bebê a deslize no tecido, o que pode dificultar a sua respiração e forçar as suas costas. Consideramos aqui os nós dos carregadores, bem como a qualidade das argolas e fivelas no que diz respeito ao peso suportado e condições de travamento. Essa baliza norteia a segurança mecânica do carregador e do bebê no carregador.


2) Rosto visível: você deve sempre ser capaz de ver o rosto do seu bebê, simplesmente olhando para baixo. O tecido de sling ou carregador não deve se fechar em torno do bebê. Em uma posição berço ou colo, o bebê deve estar voltado para cima não estar virado para o seu corpo. Assim como em posição de colo natural, ou quando colocado no berço, o rosto do bebê deve estar visível, e não coberto por panos ou cobertores. Essa baliza diz respeito tanto à segurança contra asfixia do bebê mas é um convite de atenção do adulto carregador, tal e qual é demandada para um bebê fora do carregador. Olhar o rostinho do bebê pode alertar para qualquer desconforto.


3) À distância de um beijo: a cabeça do bebê deve estar tão perto de seu queixo quanto for confortável. Inclinando a cabeça para frente você deve ser capaz de beijar seu bebê na cabeça ou na testa. Essa baliza diz respeito à altura do carregamento, para evitar exclusivamente que os solavancos do caminhar do adulto atuem como pêndulo em um bebê colocado muito baixo. Ainda assim é relevante notar que na abordagem Colo Com Amor, compreendemos que o corpo do adulto contempla também uma série de variáveis. Por exemplo, é comum que quando carregados por homens, os bebês e adultos estejam em uma posição mais confortável - e igualmente segura - um pouco mais abaixo da distância do beijo. Ou ainda, que algumas ocasiões peçam por um carregamento nas costas. 


4) Queixo afastado do peito: um bebê nunca deve ser curvado de forma que o seu queixo seja forçado sobre o peito, pois isso pode restringir sua respiração. Garantir que há sempre um espaço de pelo menos um dedo de largura sob o queixo do seu bebê. Essa baliza tem a finalidade de promover posição fisiológica natural da traquéia do bebê e não significa que este deva ser carregado apenas verticalmente. No entanto, aponta que, nos carregamentos semi-deitados e mais enrolados, a pressão do tecido não deva exercer força sobre a cabeça de modo a enrolá-la sobre o pescoço o suficiente para provocar sufocamento. 


5) Suporte nas costas: Em um carregamento vertical o bebê deve ser carregado de forma que ele fique confortavelmente perto da pessoa que o carrega, com as costas suportadas na posição natural e barriga contra o adulto. Se um sling é muito frouxo, o bebê pode deslizar no tecido, o que pode fechar parcialmente suas vias aéreas. (Isto pode ser testado colocando a mão nas costas do seu bebê e pressionando suavemente - ele não devem se enrolar ou se mover muito em sua direção). Um bebê em um carregador de posição berço/colo deve ser posicionado com cuidado com a sua parte inferior na parte mais profunda do tecido, de modo que o sling não o dobre ao meio pressionando seu queixo contra seu peito.

4 de outubro de 2016

#EstudaSampaEstuda - O que aprendemos na School of Babywearing de Londres sobre a Displasia de Quadril

Com a intenção de aprimorar nossos conhecimentos e estudar mais sobre nosso universo - abrindo espaço também para as abordagens e conhecimentos de outras culturas - estivemos na School of Babywearing em Londres, onde pudemos trocar com as consultoras e mães locais. Você acompanhará aqui no Blog da Sampa Sling uma série de artigos sobre os principais temas que abordamos por lá.



Hoje escolhemos começar pela displasia de quadril, como um dos temas sensíveis atualmente na comunidade do colo brasileira. Há quem invoque estudos científicos sobre esse tema para estabelecer padrões de carregamento - especialmente no que se diz respeito aos tecidos, modelos e posições dos bebês.

No entanto, nosso contato com esses representantes da escola européia de carregamento de bebês, confirmou o que há alguns anos temos praticado: há muito o que se conhecer ainda sobre essa condição e a proteção do quadril é um ponto importante a se cuidar no desenvolvimento do bebê. 

Mesmo assim, o carregamento no colo trás mais benefícios aos portadores da Displasia de Quadril do que malefícios. Vamos elencar os pontos importantes desse aprendizado, no intuito de esclarecer de vez a relação entre displasia e posições supostamente "indicadas" para carregar os bebês.



O que precisamos saber sobre displasia de quadril?

  • Os quadris do bebê estão em desenvolvimento. Partes de sua formação são cartilaginosas, e devem se fixar enquanto ósseas durante o primeiro ano de vida. O encaixe do quadril não está formado completamente até mais ou menos dois anos. 
  • A displasia de quadril é uma doença congênita de causa desconhecida. Existem dados científicos que apontam para a posição do bebê dentro do útero materno. Ela é o "desencaixe" da cabeça do fêmur no receptor dos ossos da bacia, que se chama acetábulo.



  • O Hip Dysplasia Institute - que tem sido insistentemente invocado dentro da comunidade de colo brasileira como fonte de referência para a proibição ou referendo de posições ou tecidos para carregar bebês  – é uma instituição de caridade e não é um órgão científico. 
  • Essa instituição informa sobre a condição, para quem tem o problema. Levanta a consciência de que algumas medidas de segurança podem ser tomadas para não agravar a condição do bebê que nasce com displasia de quadril. 
  • Os estudos em que se baseiam são feitos em cachorros. Não existem estudos sobre Displasia de Quadril feitos em bebês. 
  • A instituição não diz e não prova que slings/amarrações "erradas" causam Displasia de Quadril. Ela informa PAIS com FILHOS que tem DISPLASIA de como é a melhor forma de carregá-los. Portanto, mesmo as crianças que são carregadas por exemplo, em posições frontais, nos aparatos apelidados de "pendurus" não estão correndo o risco de desenvolver displasia de quadril.
  • Esse mito está relacionado ao fato de que bebês com pernas esticadas, portadores de displasia de quadril, tem mais chances de agravar a situação pré existente. 
  • As pesquisas que relacionam pernas esticadas e displasia de quadril provam que culturas que mantém os bebês com pernas esticadas (sem agrupamento) apresentam maiores índices de displasia de quadril do que culturas onde os bebês são carregados agrupados no colo. Se isto é devido à posição M ou à fatores genéticos dos grupos culturais, não se sabe. 
  • A posição M é importante porque: distribui melhor o peso do bebê no corpo do adulto, tornando o carregamento mais confortável e respeita o posicionamento natural e abertura do quadril do bebê, fisiologicamente adaptado para encaixar no torso da mãe.
  • Precisamos ter cautela quando fazemos afirmações sobre a Displasia de Quadril e saber que o suporte de joelho a joelho é mais uma questão de conforto do que uma necessidade para todos os bebês.

Esta imagem é largamente difundida como se fosse uma prova inconteste da obrigatoriedade de se carregar o bebê em posição ereta em detrimento da posição semi-deitada.

Se houver a necessidade de se comparar essas duas imagens sob o ponto de vista da segurança do bebê, certamente o maior risco que corre o bebê da esquerda é o risco de sufocamento e não de displasia de quadril. Todas as comunidades de colo contemporâneas são unânimes ao recomendar que o rosto do bebê esteja visível e não coberto pelo tecido para um carregamento seguro. A posição semi-deitada (ou cradle, como chamam em Londres) não apresenta riscos aumentados nem de sufocamento nem tampouco de displasia de quadril quando segue as balizas mínimas de segurança, que incluem o agrupamento das pernas do bebê sem esticamento, apoio nas costas, o semi-recline e a visibilidade de seu rosto, afastando o queixo do peito. 

No entanto as mães e orientadoras do School of Babywearing nos disseram que a posição semi-deitada não é a primeira posição que ensinam para um adulto que esteja começando a carregar o seu bebê. Elas consideram que é mais indicado para um adulto novato em carregamento de bebês manejar posições mais eretas primeiro para depois usar as semi-deitadas. 


No próximo artigo do #EstudaSampaEstuda vamos compartilhar o que aprendemos sobre as teorias de Hassestein e Kirkilionis sobre os mamíferos que andam agarrados às suas mães. 

12 de setembro de 2016

Vai de Malha: a cultura brasileira contemporânea de facilitadores de colo


Bebês humanos e crianças pequenas dependem dos adultos e precisam ser carregados até que possam se movimentar sozinhos, em maior e menor intensidade conforme estágio de desenvolvimento.

Frente às outras formas de carregar um bebê - no colo sem aparatos ou em aparatos que tiram o bebê do colo, alienando-o de todos os incontáveis benefícios - certamente os carregadores oferecem um sem fim de vantagens.


Uma delas é a versatilidade.

Já sabemos que carregar bebês no colo com o auxílio de um facilitador remete à uma tradição ancestral: isso sempre ocorreu em absolutamente todas as culturas do mundo.


É notório que, de acordo com suas necessidades, materiais disponíveis e demais aspectos socio-culturais, nossas matrizes ancestrais de carregamento de bebê com auxílio de um facilitador elaboraram uma ampla gama de possibilidades para tal.

São carregadores rígidos ou não. De tecido, couro ou fibras. Quem trança, faz carregador de trança. Quem tem acesso ao algodão, carda e tece. Povos caçadores utilizam as peles dos animais. Se é frio, o carregador é quente. Se é quente, o carregador é leve.


Todas as fotos são do livro Bebês du Monde de Beatrice Fontanel e Clarice d'Harcourt

Atualmente, à partir do resgate dessa prática e cada vez maior adesão dos adultos que cuidam com afeto de seus bebês, temos visto essa tendência aplicada na contemporaneidade. Os carregadores de bebê podem ser encontrados de formas diversas, desde produtos altamente tecnológicos e caros até amarrações improvisadas com tecidos que alguém tinha em casa. 

Uma das questões bastante discutidas no universo brasileiro do carregamento de bebês com o auxílio de facilitadores de colo é o uso da malha para a fabricação de carregadores. A cultura contemporânea brasileira de carregamento de bebês usa a malha desde sempre, e aproveita de sua versatilidade e acessibilidade.

Boas malhas não apresentam contra-indicação nenhuma para serem usadas como matéria prima para carregadores de bebê, especialmente se forem wrapslings - exatamente porque sua segurança e praticidade está diretamente atrelada à amarração . No caso de carregadores modelados, como os pouchslings, as técnicas de corte e costura, sobreposição de tecidos e outros conhecimentos adquiridos ao longo dos anos pelas produtoras aqui no Brasil, em combinação com peso do bebê e qualidade da malha, garantem adequação desse produto, sem nenhuma contra-indicação.


Resumindo: bons produtos de malha feitos por bons fabricantes com experiência no seu manejo são extremamente adequados para carregar bebê.

O que temos visto, infelizmente, é uma tendência de tratar os produtos nacionais, a competência das fabricantes brasileiras e acima de tudo as escolhas das mães como passíveis de críticas sem fundamento nenhum, apenas porque não seguem aspectos de uma suposta cartilha europeia de carregar bebê.

Já falamos sobre isso nesse texto, que trata dessa lógica de colonialismo na comunidade de carregamento de bebês com o auxilio de facilitadores de colo. 

Os produtos brasileiros, construídos dentro do nosso contexto, por nossas mulheres, para nossos filhos, com nossos produtos acessíveis não são inferiores. E muito, muito menos proibidos ou inadequados. 

Portanto, ainda que algumas linhas de pensamento gostem de criticar o uso da malha na cultura brasileira contemporânea de facilitadores de colo, somos muito confiantes nesse sentido: não há problema nenhum com esse tecido.

Wrap Amor no Pano

Wrap Mandacaru
Wrap Toca Baby Slings


Pouch Lilith slings



Wrap WS Slings


Na prática, o que você precisa saber sobre um carregador feito em malha?



1) A diferença entre malha e tecido plano


A malha é aquele tecido feito de forma entrelaçada com a ajuda de agulhas, como um crochê ou tricô. Mas claro, em escala industrial, com fios muito finos e agulhas cada vez menores, temos um produto acabado diferente aquela blusa de lã que você imaginou. O tecido plano é feito com outro tipo de parâmetro, trançando dois fios separados em direções diferentes, a trama e o urdume, em uma máquina retilínea (o tear). Essa combinação pode variar em cores, formatos, tipos de fios, padrões, enfim. A área têxtil é um universo maravilhoso.


Um tecido plano, de uma forma geral, é um tecido menos elástico. Um tecido em malha, de uma forma geral, é um tecido que se estica mais.

Claro está que para ambos os casos a gramatura do fio, o tipo de trama, a qualidade da matéria prima sempre vai influenciar no produto finalizado. Assim, é óbvio que um carregador feito em malha fina, pode apresentar uma capacidade de tensão inadequada para carregar um bebê, tal e qual um tecido plano fino.


Wrap Colo de Pano


2) A composição e gramatura dos fios influenciam na elasticidade e aplicação do tecido

Os fios trançados podem ser 100% naturais, como o algodão por exemplo, ou apresentar combinações, com fibras sintéticas, como é o caso do elastano ou da malha PV que leva poliéster e viscose. Esses mesmos fios podem ser mais ou menos grossos, e essa espessura, a que chamamos de gramatura, tem também influencia na elasticidade do tecido. Um tecido que tem em sua composição fios elásticos vai apresentar maior elasticidade. Se for um tecido fino, mais elasticidade ainda.

Um tecido de malha de fio 100% algodão, vai apresentar apenas a elasticidade natural do tecido, que existe pela forma que o fio é entrelaçado. 



Os Wraps da Sampa Sling são produzidos com malha 175g/m2 - penteada 100% algodão. É um produto macio, agradável ao toque e durável. Não faz bolinha e permite ampla gama de amarrações e posições para o bebê. 

No geral, preconizamos que a malha seja de algodão, e isso está relacionado a dois fatores. O primeiro é porque a prática nos mostrou que a malha de algodão é ao mesmo tempo elástica o suficiente para você mudar o seu bebê dentro do carregador e colocá-lo para mamar por exemplo, e firme para oferecer bom apoio nas costas do bebê ou nos seus ombros. A outra razão é por conta da segurança química do tecido de algodão. Quanto menos componentes sintéticos, em linhas gerais, melhor para a pele do bebê e melhor o conforto térmico da dupla. Mas nenhuma dessas razões impede que você use muito feliz e com segurança o seu wrap de elastano ou sua malha PV. De fato, essa é uma escolha bastante pessoal na hora de carregar, e muitos usuários preferem e se adaptam muito bem com malhas sintéticas.




3) A modelagem do carregador precisa considerar a elasticidade do tecido

Em um wrap por exemplo, tecidos mais elásticos longitudinalmente precisam de uma largura maior no outro sentido, porque na hora de amarrar seu carregador, a elasticidade do tecido pode comprometer o conforto das costas da mãe com o peso do bebê, por exemplo. Então mais largura, significa mais dobra, mais área de tecido para dividir o peso. Nessa lógica, um tecido com uma elasticidade menor não carece de tanta largura, uma vez que bem aberto no corpo gera tensão suficiente para segurar o bebê com conforto.




Um tecido muito elástico certamente não será suficientemente bom por muito tempo para a fabricação de um pouch ou tipóia. No entanto, como já contamos, a experiência em modelagem e os anos de uso e revisão dos produtos, garante por exemplo, que os pouchs de malha que vendemos na Sampa Sling, sejam extremamente seguros e confortáveis. Este modelo de pouch foi cuidadosamente desenvolvido, testado e passa por constate aprimoramento pela Carol Queiroz, da Lilith Slings. 




Nosso sling de argolas de malha é um lançamento recente. Ele tem um toque extremamente suave e macio, e é feito em dupla face com sobreposição de tecidos, que limita o poder elástico da peça. favorecendo o suporte das argolas. Indicado para uso até 20kg. 

4) Saber usar influencia na segurança do carregador

O wrap de malha permite muitas amarrações. Para bebês pequenos e mães iniciantes, recomendamos sempre a pré amarração. Uma das maiores razões, além do respeito à fisiologia do recém nascido, é exatamente a versatilidade dessa combinação. A malha (especialmente de algodão) pré amarrada é fácil de colocar e oferece suporte em todo o corpo do bebê. Ela é ao mesmo tempo elástica o suficiente para que você possa virar o bebê dentro do carregador e colocá-lo para mamar por exemplo, e firme para firmá-lo com segurança contra o seu corpo. O que precisa ser considerado é a qualidade da amarração. Se o tecido está bem aberto, se a posição do bebê é adequada à sua fisiologia e necessidade naquele momento, se a mãe está confortável.


Wrap do Espaço de Maternagem


O pouch por outro lado não depende de amarrações, mas requer medidas de conforto e segurança. O modelo de pouch original da Lilith, é um exemplo desse conhecimento colocado na prática: quanto mais a mãe usa o carregador, melhor sabe lidar com ele, mais o bebê se encaixa nas posições que a mãe propõe. Isso porque o pouch de malha permite dobras e giros intuitivos, que vão se adequando ao formato dos corpos na rotina do carregar.

Veja duas amarrações laterais que você pode fazer com o wrap de malha



Veja a cruz envolvente feita com o wrap de malha



5) Existe um limite de peso do bebê, para qualquer carregador de malha

Nos pouchs da Lilith para Sampa Sling o peso limite sugerido é entre 12kg e 13kg. Ou seja, seu bebê poderá ser carregado desde recém nascido, com as recomendações de segurança que preconizamos (veja as BRAQS) até entre 2 ou 3 anos. Nesse percurso, ele vai mudar de posições dentro do pouch e você, se estiver curtindo esse modelo de carregador, vai perceber que existe sempre uma possibilidade de tensionar a tipóia através das dobras e torções da fita contínua e manejo da costura ao redor do seu corpo ou do bebê. Ainda assim, há quem tenha usado, gostado e recomendado muito pouch dobrado à partir desse peso, na modalidade tipóia mesmo (sem apoio nas costas, como fazem as mães indígenas brasileiras) para carregar crianças maiores. 

Nos wraps de malha o limite de peso está muito ligado ao bem estar da mãe. O wrap bem amarrado carrega uma criança tranquilamente até 18kg. Costumamos colocar esse limite de peso não porque o carregador não aguente pesos maiores, pelo contrário, a malha dos wraps da Sampa Sling é capaz de aguentar dezenas de quilos. Mas porque ao redor desse peso - aos quatro ou cinco anos, a criança começa a demandar menos colo, e o adulto diminui também a disposição de carregar. Ainda assim, nada impede que você carregue seu bebezão enquanto seu corpo aguentar.